Os Sertões – Em Cima da Hora 1976

Uma foto, somente… Esta foto sem cores, já castigada pelo tempo é a única deste desfile, que pode não ter sido um sucesso para a escola de Cavalcante, mas que colocou o samba de Edeor de Paula na galeria dos mais belos de todos os tempos, numa época em que as músicas começavam a ficar muito próximas do que se ouve hoje em dia. Uma obra prima que trata da Guerra de Canudos baseada no romance de mesmo nome de Euclides da Cunha, mas que eleva toda luta do povo do sertão que tanto em 1896 como nos dias de hoje convive com a terra seca, a falta do que plantar e a luta pela sobrevivência.

O samba teve algumas releituras ao longo dos anos, todas muito marcantes. Mestre Marçal com toda sua classe e Dudu Nobre com todo seu talento fizeram regravações sensacionais, mas fico imaginando como deve ter sido cantado naquele carnaval de 1976 com a obra recém-escrita, na ponta da língua.

Consulte aqui a história que deu origem ao samba.

Veja e cante essa jóia do nosso samba. Letra e música de Edeor de Paula.

Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh! solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar

Sertanejo e forte
Supera miséria sem fim
Sertanejo homem forte
Dizia o Poeta assim

Foi no século passado
No interior da Bahia
O Homem revoltado com a sorte
do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia

Os Jagunços lutaram
Ate o final
Defendendo canudos
Naquela guerra fatal

  1. #1 por paulinho em 16 de abril de 2010 - 20:44

    É de se emocionar com esse samba,de 1976,e olhar hoje onde,infelizmente,se encontra o nosso Em Cima da Hora.Se nos aprofundarmos mais,temos o enredo de 2000,onde a escola fez uma linda homenagem a Oswaldo Cruz e a fundação que tem seu nome…….muito linda.Tem mais:Zuzu Angel,O Tempo e por aí vai…………

  2. #2 por vicente de aguiar rodrigues em 15 de julho de 2011 - 13:29

    gres em cima da hora.uma escola dos bons tempos do carnaval.
    pena que estes tempos não voltam mais

  3. #3 por ailtomtavares em 7 de fevereiro de 2013 - 23:52

    hoge em dia ta tao fascio fazer sambas de enredos mas nao sao tao bons como antigamente nao chegam nem aos pes desses mestres que ja se foram e que hoge em dia ainda sao lembrados menos mau

  4. #4 por Prof.: André Moreira em 28 de fevereiro de 2013 - 1:37

    Um outro samba antológico desta escola, inclusive vencedor de um Estandarte de Ouro é o samba de 1984, de nome 33 D. Pedro (Pelo menos é assim que o samba é conhecido entre os sambistas). Vale a pena conferir.

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