Noël não baixou na avenida

O que se esperava ser o maior desfile de todos os anos da Vila Isabel e do carnaval carioca, simplesmente foi mais um desfile. O centenário de Noël Rosa passou como se não fosse. A azul-e-branco da Zona Norte não disse ao que veio na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. Na verdade, ninguém o fez.

A Mocidade chegou na avenida fazendo o samba acontecer, finalmente. Todos os componentes e segmentos da escola mostraram que esta é uma nova Mocidade: rica, alegre, com um carnavalesco talentosíssimo e com um desfile animado, sem aquela cerimônia toda que foi marca nos últimos carnavais da escola.

A Porto da Pedra fez um desfile muito bom, mostrando que a mente pensante do seu desfile é uma promessa boa. Uma escola de samba com espaço pra ele trabalhar e grana no bolso farão dele um dos grandes da nossa festa. Destaque para os imensos buracos que a escola abriu depois que a bateria entrou no segundo box.

Portela veio, mas era melhor ter ficado em casa. O samba não pegou, o acabamento final nas alegorias mostrou a pressa que foi para terminar o trabalho do barracão e o componente não mostrou o velho estilo da harmonia portelense. Um desfile muito fraco.

O desfile da Grande Rio foi uma síntese do que aconteceu de melhor no Sambódromo desde a sua fundação. A escola passou com grandes mestres da folia, grandes personalidades de uma festa maravilhosa, que tem o dom de se renovar, de se reinventar e que tem gente como Mestre Ciça, um dos caras que muda de vibe, de atitude e de som pelo benefício do Carnaval. Presenças emocionantes de Joãozinho Trinta, Vilma Nascimento, Chiquinho e Maria Helena. Grandes enredos de grandes escolas estiveram lá e fizeram muita gente, assim como esse que vos escreve, queimar a língua com um ótimo desfile.

A Mangueira encerrou o desfile, com alguns problemas. Dificuldades com o tempo de desfile, fogo no abre-alas e componente meio mornos durante a sua passagem. Um enredo bastante descritivo, com uma evolução que teve altos e baixos, mas com destaques especiais para a apresentação de Raphael e Marcela, que levaram o pavilhão com muita elegância, para a bateria que passou em suas paradinhas por vários estilos e fez uma parada no refrão principal para sentir como todos estavam cantando. Pena que só os desfilantes cantaram.

Vamos ver o que nos espera na Quarta-feira de cinzas, quando sai o resultado oficial.

Veja aqui o de melhor aconteceu nos dois dias de desfile do Grupo Especial. As fotos são do G1.

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