O despertar de um gigante do carnaval carioca

Foto: Lia Amorelli (Ritmo Carioca)

Na última sexta-feira, o pagode da casa de show Velho Sonho, no Centro do Rio, assistiu a volta aos palcos de Quinzinho, grande intérprete dos anos 80 e 90 que teve passagens por escolas como Salgueiro e Viradouro e foi um dos responsáveis pelo último título do Império Serrano no Grupo Especial, em 1982. A performance do cantor em “Bum bum paticumbum prugurundum” é lembrada até hoje como um dos clássicos do carnaval.

No seu novo show, Quinzinho canta além de grandes sambas-enredo, os clássicos de nomes como Roberto Ribeiro e Silas de Oliveira. Antes de sua apresentação, Quinzinho conversou conosco e revelou a felicidade de voltar a cantar nas rodas de samba cariocas.

BANCADA DO SAMBA– O que significa essa volta aos palcos? Como é que está esse sentimento no seu coração?
Quinzinho– Você já ouviu falar na história da Fênix? Pra mim, é como se eu estivesse renascendo das cinzas. Sinceramente, eu to parado há muito tempo e carregando um fardo pesadíssimo sem ter culpa no cartório. Tudo por um mal-entendido.
BS– Você acha que essa apresentação já e um estímulo para você voltar pro cenário, pra Sapucaí…
QUI – …e sem cometer determinados erros que eu possa ter cometido inocentemente. Hoje eu tenho mais malícia pra encarar as adversidades.
BS – Qual o momento que você pode destacar como o mais importante da sua vida como intérprete?
QUI – Sem dúvida, o carnaval de 82. A minha vitória começou na quadra, quando o samba ganhou porque eu defendi o samba na quadra e fui campeão na avenida. Melhor disso tudo foi ter recebido o Estandarte de Ouro. Depois disso, o carnaval de 92, na Viradouro, onde estávamos contando com o campeonato e, de repente o carro pegou fogo no meio da avenida. Foi o desfile mais bonito e, ao mesmo tempo, mais triste que eu já participei.
BS – E como o intérprete lida com isso? Como segurar a emoção numa hora dessas?
QUI – Eu simplesmente estava cantando e as lágrimas escorriam dos olhos. Eu sempre tive esse compromisso de vestir a camisa da escola. Mesmo eu sendo Império Serrano de coração, naquela hora eu era a Viradouro, eu estava defendendo o pavilhão do Viradouro. E naquele momento, durante o desfile, a gente já estava comemorando o campeonato e de repente acontece um incidente daquele.
BS – Qual a sua expectativa para o futuro, já que você está voltando agora?
QUI – Não tenho mais expectativas mto grandes. Agora eu vou “deixar a vida me levar”, vou deixar acontecer. Se acontecer, aconteceu, mas eu não estou mais com aquela pressão, aquela preocupação. Só quero mesmo continuar na mídia, não ser esquecido.

O próximo compromisso do cantor será no dia 9 de setembro, no palco da Gafieira Estudantina, também no centro do Rio.

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