Sinopse do enredo da Estácio de Sá

Rido Hora: A Ópera de um menino… O toque do realejo rege o seu destino

O enredo apresentado,
trata-se de um conto arretado.
Não fique curioso.
Espere mais um pouco.
Logo tudo será revelado.

Primeiro, deixem que o som do realejo,
traga ilusões aos seus ouvidos,
tire-lhe os sentidos
e renovem seus desejos.

É chegada a hora!
Uma mistura sem recato.
Lá vem Estácio!
Você é o nosso convidado.
Celebremos de vermelho e branco
e até de encarnado…
A festa do “Leão Coroado”.

O toque do realejo
rege o seu destino.
Toca como se fosse um hino:
Sou de Pernambuco,
sou crivado de sorte,
sou filho da terra,
sou Leão do Norte.
Seus pequenos acordes
coroam o povo nordestino.

Essa é a história
de um menino tocador
que nasceu em Caruaru
e das “notas musicais”
se tornou protetor.

Numa simbiose natural:
Notas, realejo e embocadura
toca a saga nordestina
e sua cultura.

Seu pai, o dentista da região.
Sua mãe. pianista de coração.
Aventurando-se diante de tanta inspiração é:
Menino mamulengo
solto no baque do Maracatu,
na arte de Vitalino
e na Feira de Caruaru.

Mistura-se conto e magia.
Levado pelas “notas musicais”
descobre a poesia…
Trilha o caminho da música,
a razão de sua alegria.

Das ondas do rádio,
tudo se inicia.
Presta atenção na melodia
de uma simples canção.
Aprende de ouvido tocar
a “Asa Branca” do Rei do Baião.

Época, que o pós-guerra pulsa da
alma de um país inteiro,
seus sonhos cruzam o mar.
Em Madureira:
vive o samba de terreiro,
embala-se nos versos
dos gênios partideiros
e encanta-se com a cidade do Rio de Janeiro.

Conhece um forte plantel:
Candeia, Manacéa, Waldir 59.
Até Pixinguinha, Zé Keti e Ismael…
Nesse reduto de bambas
não tem pra ninguém.
Seu olhar de criança
viaja com o samba,
a bordo do trem.

No “palco da criação”
seu conteúdo faz a festa.
Sua brasilidade se manifesta.
Faz a hora e não espera acontecer:
Com Guerra Peixe
partitua aprende a ler,
a teoria musical
renova o seu saber.

Nos bastidores,
junto a nomes consagrados como
Dolores Duran, Elizeth Cardoso,
Orlando Silva, Lamartine Babo…
É revelação.
Solos de gaita, cavaquinho e violão…
Apresenta-se na Rádio e na Televisão.

Compõe a vida
em suas canções.
Amor, valentia, paixões…
“Chorar pra que?”
“A vida não me leva”.
“Visgo de Jaca” na vitrola brasileira.
Um “Sambinha Especial”
com os “Meninos da Mangueira”.

Como um presente do tempo,
segue uma carreira primorosa.
Maestro, criativo e sempre cheio de bossa
produz seu primeiro disco
“A Música é Nossa”

E não para por aí!
Na voz de Gonzagão,
tira grandes artistas da madorna.
Faz sucesso com o Baião
“Ovo de Codorna”.

A “Kizomba” agradece com carinho.
O povo conhece “Sargento de Milícias”
do parceiro e amigo Rei Martinho.

Beth Carvalho: “Coisinha do Pai”,
Fundo de Quintal: “Partido Alto”,
Dudu nobre: “Chega Mais”,
João Bosco: “Kid Cavaquinho”.
“Deixa a Vida me Levar”.
Grammy Latino, Disco de Ouro, Platina…
São tantos prêmios que não cabem no meu palavrear.
Tem “Samba pras Moças” e “Coração em Desalinho”
Encanta-nos orquestrando Zeca Pagodinho.

Abençoado pelos anjos negros,
é o Midas dos Bambas!
Com sua batuta rege artistas da MPB
em sua “Casa do Samba”.

Em seu tempo e lugar
é erudito e popular.
Fantástico,
surpreendente.
Testemunho de uma história permanente.
Sua obra em nossos corações
estará sempre presente.

Com vocês Rildo Hora!

Marcos Roza, pesquisador de enredos.

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